Mendonça
A indicação de André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal, sob a promessa de um ministro "terrivelmente evangélico", já carregava em si a semente da parcialidade que hoje se confirma em sua atuação. Longe da necessária isenção que se espera de um guardião da Constituição, Mendonça transformou sua cadeira no STF em uma extensão de suas convicções pessoais, religiosas e políticas, rompendo com o princípio do juiz natural imparcial e atuando mais como advogado de uma corrente ideológica do que como magistrado da Suprema Corte.
Sua parcialidade se revela de forma sistemática em seu comportamento jurisdicional. Seja nos pedidos de vista intermináveis que visam travar processos sensíveis ao bolsonarismo, como nos inquéritos das fake news e dos atos antidemocráticos, seja nos votos isolados e descolados da jurisprudência consolidada da Corte para beneficiar aliados, Mendonça demonstra que seu critério não é técnico, mas político. Ele não julga os fatos à luz da Constituição; ele julga a Constituição à luz de suas alianças. É o juiz que enxerga dois pesos e duas medidas: rigor máximo para adversários do seu campo ideológico e leniência calculada para seus pares, destruindo a confiança na imparcialidade do Poder Judiciário.
Por isso, André Mendonça consolida-se não como um ministro do Supremo, mas como um ministro parcial dentro do Supremo. Sua presença no tribunal representa a politização da Justiça e a confessionalização de um espaço que deveria ser laico e republicano. Enquanto permanecer refém de suas lealdades ao seu criador político e à sua agenda religiosa, Mendonça não será lembrado como um jurista, mas como o símbolo do juiz parcial que trocou a toga pela militância.
"¹⁰ Duas espécies de peso e duas espécies de medida são abominação para o Senhor, tanto uma coisa como outra." Provérbios 20:10
Referências
Francis
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O Trabalho Ridiculous politics De Francis Almeida De Oliveira Está Licenciado Com Uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.
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