Tuesday, August 25, 2026

André Mendonça-'Terrívelmente Evangélico' que nunca leu a Bíblia





 


André Mendonça- O juiz parcial (lembra Moro)


A atuação do ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal tem levantado sérias dúvidas sobre sua imparcialidade, princípio basilar que deveria nortear qualquer magistrado da Corte Constitucional. Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro após se declarar publicamente como "terrivelmente evangélico", Mendonça desde o início carregou para o plenário não a toga da neutralidade, mas a bandeira de um projeto político e ideológico específico, o que compromete a confiança pública na Corte.


Essa parcialidade se manifesta de forma concreta em seu comportamento judicial. Seja através de pedidos de vista que paralisam julgamentos de interesse nacional por meses, de votos isolados que sistematicamente destoam da jurisprudência consolidada para favorecer teses alinhadas ao bolsonarismo, ou de uma interpretação seletiva da Constituição que relativiza direitos em nome de convicções morais e religiosas particulares, Mendonça atua mais como advogado de uma facção do que como guardião da Constituição. Sua postura não é de um juiz que julga fatos, mas de um ator político que usa o cargo vitalício para blindar aliados e pautar uma agenda conservadora no Judiciário.


Portanto, a permanência de um ministro com comportamento parcial e previsível no STF corrói a legitimidade da instituição e fragiliza o Estado Democrático de Direito. Quando a toga é usada como extensão de um palanque, não há mais Justiça, há apenas partidarismo institucionalizado. O caso de André Mendonça é o exemplo mais claro de como a indicação política sem compromisso com a impessoalidade pode transformar o Supremo, que deveria ser o último refúgio da imparcialidade, em palco de militância.



Referências


Francis

https://www.youtube.com/shorts/sPi2Ns-9iTg?feature=share

 


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